🏒💚 Resenha #61 | Lance Proibido — Gabriela Pizzol & Thainá Brandão

 


Formato: eBook Kindle | 712 páginas | Português | 31 de Março de 2026

"Crescer em volta de uma ausência e perceber, aos poucos, que a falta de uma pessoa também consegue ocupar espaço demais na vida da gente. E com a ausência, bem a ideia de você é descartável, dispensável, não faz falta e que qualquer um é capaz de te substituir e ser melhor do que você em absolutamente tudo." 

FAKE DATING + SLOW BURN + PROXIMIDADE FORÇADA + ENEMIES TO LOVERS + GRUMPY x SUNSHINE + FOUND FAMILY + JOGADOR DE HÓQUEI x JORNALISTA.
Jason Zane tem tudo para se tornar o melhor jogador de hóquei do mundo — exceto paciência. Após terminar de jogar a pá de terra definitiva em sua carreira ao se envolver em mais uma polêmica fora do gelo, ele acaba esbarrando em Verônica Kohli, uma jornalista falida e desesperada por uma manchete. Um mal-entendido, um paparazzi oportunista e o timing errado transformam Zane e Verônica no casal mais comentado do momento, desviando pela primeira vez os olhos do público das sucessivas merdas que ele insiste em fazer. Ela precisa de dinheiro. Ele precisa salvar o que ainda resta da sua carreira. Em uma noite fadada ao fracasso, eles selam um acordo perigoso, capaz de transformar um simples esbarrão em um espetáculo cuidadosamente encenado no meio do rinque. O problema é que contratos não controlam sentimentos. E fingir pode ser muito mais arriscado do que errar de verdade.


Existem algumas coisas que praticamente garantem que eu vou querer ler um livro: romance esportivo, jogador de hóquei e jornalista. Se colocar os três juntos, acabou para mim.

Lance Proibido já começou me conquistando no instante em que descobri que Verônica era jornalista. Tenho um carinho enorme por essa trope de jogador de hóquei + jornalista, então minhas expectativas já estavam lá no alto — e, felizmente, Verônica e Jason fizeram questão de entregar.

Mas o que eu não esperava era terminar essa história tão tocada pela força da Verônica.

Ela foi, sem dúvida, uma das coisas que mais amei no livro. Não apenas porque é jornalista — embora isso tenha me feito criar uma identificação imediata com ela —, mas porque existe uma força muito bonita na maneira como ela enfrenta tudo o que acontece em sua vida.

Verônica me lembrou que ser forte não significa não sentir medo, não sofrer ou nunca desabar. Às vezes, força é justamente continuar quando alguma coisa dentro da gente está implorando para desistir.

E eu amo personagens femininas assim.

Mulheres que não precisam ser invencíveis para serem fortes. Que carregam cicatrizes, inseguranças e momentos em que não sabem exatamente o que fazer, mas ainda encontram alguma coisa dentro de si que diz: vai, só mais um pouco.

Verônica me ensinou muito sobre isso. Sobre não permitir que as circunstâncias decidam quem você vai ser. Sobre continuar acreditando nos próprios sonhos, na própria carreira e, principalmente, em si mesma. E talvez tenha sido justamente por enxergar nela essa humanidade que eu tenha me apegado tanto.

E como alguém que também ama o Jornalismo, acompanhar Verônica tornou tudo ainda mais especial para mim. Eu não estava torcendo apenas pelo romance dela. Estava torcendo por ela. Pela profissional, pela mulher, pelos sonhos que carregava e por tudo aquilo que ainda queria conquistar.

É muito gostoso quando encontramos dentro de uma personagem alguma coisa que conversa diretamente com quem somos ou com aquilo que escolhemos para nossa própria vida. E Verônica conseguiu fazer isso comigo.

Agora precisamos falar do outro responsável pelo meu completo descontrole durante essa leitura.


Jason Zane.

Meu Deus.

Primeiramente: que homem gostoso.

Segundamente: QUE HOMEM.

Jason conseguiu entrar naquela categoria perigosíssima dos personagens masculinos que me fazem fechar o Kindle por alguns segundos, olhar para o nada e pensar:

“É realmente pedir demais?”

Porque não basta o homem ser jogador de hóquei. Não basta ser bonito. Não basta ser ruivo. Não basta ter presença.

Ele ainda precisava ser um completo cavalheiro.

E é justamente isso que me conquistou nele.

Por trás de toda aquela aparência capaz de acabar com a estabilidade emocional de qualquer leitora, existe um homem cuidadoso, respeitoso e atento. A forma como Jason trata Verônica foi uma das minhas partes favoritas da história, principalmente porque ele não tenta apagar a força dela para poder protegê-la.

Pelo contrário: ele parece enxergá-la exatamente como ela é.

E existe alguma coisa extremamente romântica em ser amada por alguém que não deseja nos diminuir para se sentir necessário.

Outra coisa que me conquistou foi perceber que o romance entre Verônica e Jason não existe apenas porque os dois têm química — embora, meu Deus, ELES TENHAM QUÍMICA. Existe admiração entre eles. E talvez essa tenha sido uma das coisas mais bonitas de acompanhar.

Jason não se apaixona por uma versão diminuída de Verônica. Ele se encanta justamente pela mulher forte, determinada e apaixonada pela profissão que ela escolheu ser.

Para mim, isso faz toda a diferença.

Existe uma linha muito tênue entre escrever um personagem masculino protetor e criar um homem que tenta decidir tudo pela protagonista em nome dessa proteção. E Jason consegue permanecer do lado certo dessa linha.

Ele cuida, mas não prende. Protege, mas não apaga. Está ao lado dela sem tentar ocupar o espaço que pertence a ela.

E talvez seja exatamente por isso que eu tenha me apaixonado tanto por ele.

Porque, por mais que eu faça piada sobre Jason ser um ruivo gostoso — e ele é, vamos deixar isso devidamente registrado —, o que realmente me ganhou foi a maneira como ele ama.

Há delicadeza nele.

Há respeito.

Há aquela sensação gostosa de estar diante de um personagem que pode ser uma verdadeira força da natureza, mas que consegue ser extremamente cuidadoso quando se trata da mulher que ama.

Jason é aquele tipo de personagem que consegue ser protetor sem ser sufocante, cavalheiro sem parecer artificial e apaixonante sem precisar fazer esforço.

Ele simplesmente é.

E eu, infelizmente, sou apenas uma mulher com um Kindle nas mãos sendo obrigada a aceitar que Jason Zane não existe.

O que considero uma tremenda injustiça.

E Verônica precisava justamente de alguém assim. Não de um salvador, porque ela nunca precisou ser salva, mas de alguém disposto a caminhar ao lado dela enquanto ela mesma encontrava forças para continuar.

A química dos dois também funciona justamente porque Verônica não desaparece quando Jason entra em cena. Ela continua tendo personalidade, sonhos, carreira e voz própria.

São duas pessoas inteiras se encontrando.

E eu amo quando o romance não transforma a mocinha apenas no interesse amoroso do protagonista. Verônica continua sendo Verônica. Jason continua sendo Jason. E é justamente no encontro entre essas duas personalidades que o relacionamento deles se torna tão gostoso de acompanhar.

Acho que foi aí que Lance Proibido deixou de ser apenas mais um romance de hóquei para mim.

Porque eu comecei a leitura esperando encontrar uma jornalista e um jogador de hóquei se apaixonando — uma combinação que, convenhamos, já tinha tudo para me conquistar —, mas encontrei também uma história sobre resiliência, sonhos, amor e sobre a coragem necessária para continuar sendo quem somos depois que a vida tenta nos quebrar.

Gabriela Pizzol e Thainá Brandão também conseguiram fazer algo que valorizo muito em romances: fizeram com que eu me importasse com os personagens individualmente antes mesmo de me importar com quem eles seriam juntos.

Eu queria Verônica feliz porque me apeguei a ela.

Queria vê-la conquistando seus sonhos, reconstruindo aquilo que precisava ser reconstruído e percebendo a própria força.

E queria Jason feliz porque, bom...

aquele ruivo desgraçado conseguiu me conquistar.

Quando percebi que talvez a felicidade dos dois pudesse morar um pouquinho um no outro, já era tarde demais para o meu pobre coração.

No fim, Lance Proibido foi muito mais do que uma leitura que me entregou uma das minhas combinações favoritas. Foi um romance que me fez suspirar por Jason, torcer pelo casal e, principalmente, admirar Verônica.

Entrei pela promessa de jogador de hóquei + jornalista.

Fiquei porque Verônica me lembrou da força que existe em continuar lutando por quem queremos ser.

E saí completamente rendida por Jason Zane — um ruivo absurdamente gostoso, apaixonante, cavalheiro e uma verdadeira força da natureza que, aparentemente, apareceu neste livro apenas para destruir qualquer resquício de padrão realista que ainda me restava.

Porque sim, Verônica pode ter me ensinado várias coisas durante essa leitura.

Jason também me ensinou uma: meu padrão para homens fictícios aparentemente ainda não estava alto o suficiente.

Obrigada pelo desserviço, Gabriela Pizzol e Thainá Brandão. 💚🏒

★★★★★ + um Jason Zane, porque cinco estrelas sozinhas não são suficientes.





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